As vezes me deparo em um mundo de espelhos. E neles, vejo
todas as minhas fraquezas. E nessas horas, uma imensa vontade de chorar. Choro
por dentro para compensar. Choro nas palavras e nos papéis. Choro nos livros,
que tanto absorvem meus sentimentos, e me sinto bem. Mas quando o mundo de
espelhos vem à tona, me sinto desabar novamente. Como se estivesse nua,
exposta, frágil. O corpo não se deixa abater. Continua forte, de pé. Mas a
alma... A alma é frágil. Isso faz doer no meu reflexo cru nos espelhos. Isso faz
doer em mim.
(Cora Leopoldina)
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