quinta-feira, 12 de abril de 2012


As palavras vem avassaladoras em minha cabeça, mas quando eu abro essa página, olho o fundo branco, tudo se esvai e uma grande solidão se apossa de mim. E quando coloco minhas mãos a trabalhar, uma vez ou outra, as idéias começam a vir como foguetes prestes a disparar sob o  céu obscuro de um ano novo que vem vindo. E nessas horas, me imagino flutuando em águas frescas, olhando o luar puro, contemplando a roseira florescer... Mas não. Isso tudo dura pouco, pois logo vem o fim. Fins tão secos e inacabados, e depois, mais nada.
(Cora Leopoldina)

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