Nas nostálgicas noites de insônia, meu cérebro parece gravar
coisas que eu ainda não vivi. Ele acredita piamente em todas aquelas mentiras,
todas aquelas ilusões, e me tortura. Vejo no brilho das estrelas uma vida
paralela a minha, com ar esnobe e perfeito. Logo não quero mais sair daquele
mundo, meu eu se mistura aquela personagem tão parecida comigo e tão diferente...
Como se um átomo diferente nos separasse, mas sinto que ela está ali,pregada ao
meu corpo, esperando um momento para se unir a mim. Sinto que todos os outros
personagens ali presentes na minha vida paralela também são as essências dos
que estão ao meu lado, no dia-a-dia. Queria que fosse. Queria viver nesse mundo, porque no mundo real, às vezes sinto que só sobrevivo.(Cora Leopoldina)
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